Page 10 - Previsão 8º ano - 1º Tri
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Ciências                             VOCÊ É AQUILO QUE O SEU ORGANISMO
                                                                  FAZ COM O QUE VOCÊ COME!

                                                                         PROFESSORA ANA VITIRITTI


                                    Sejam todos muito bem-vindos a esta investigação científica
                                                           saborosa que faremos neste ano de 2026!

          PARA COMEÇO DE CONVERSA…
             No  7o  ano,  vocês  estudaram  a  classificação  dos  seres  vivos  e
          conheceram as características que todos os seres têm em comum para
          serem  chamados  de  vivos. Todos  nós  sabemos  que  para  ser  um  ser
          vivo,  precisam  apresentar  uma  estrutura  básica:  a  célula  -  exceto
          aquele grupo que foge à regra e é denominado vírus. Nós também já
          sabemos  que,  de  diferentes  maneiras,  as  células  se  organizam
          compondo o corpo do  ser vivo, organizando uma cabeça ou não, um
          sistema nervoso ou sensorial, pernas, pés ou folhas, por exemplo. Cada
          grupo de seres vivos, à sua maneira, é capaz de interagir entre si, de
          reagir  aos  estímulos  do  meio  ambiente  e  é  capaz  de  se  reproduzir
          passando  para  seus  descendentes  o  seu  material  genético,  o  tão
          famoso  DNA.  Para  que  os  seres  se  mantenham  vivos  é  fundamental
          que estes consigam obter matéria e energia para o bom funcionamento
          do metabolismo.
                                  E será que os seres humanos são diferentes? Será que, mesmo com toda a
                               nossa inteligência e capacidade tecnológica, também estamos reduzidos a essa
                               característica tão primária e fundamental que é a da necessidade de obtenção
                               de matéria e energia, como os outros seres vivos? Será que a nossa existência
                               poderia  ser  resumida  na  busca  constante  por  alimento,  como  uma  simples
                               ameba que engloba partículas ou uma planta que busca o Sol?
             Pois bem, somos vivos e nosso corpo vive em função da busca constante por matéria. Você já
          deve  ter  ouvido  falar,  em  uma  crença  popular,  que  “saco  vazio  não  pára  em  pé”.  Já  deve  ter
          aprendido que um ser humano, em média, consegue suportar três minutos sem gás oxigênio, três
          dias  sem  água  e  até  três  meses  sem  alimento,  componentes  todos  fundamentais  para  trazer  ao
          corpo  a  matéria,  que  será  necessária  para  a  conversão  em  energia  e,  portanto,  somos  sim
          buscadores de energia.

             E  como  será  que  isso  acontece  no  seu  corpo?  Será  que  apenas  comer  um  chocolate  já  é  o
          suficiente para conseguir adquirir todos os nutrientes necessários para gerar energia para mover a
          sua  vida?  Para  respondermos  a  essa  pergunta,  vamos  começar  o  ano  interpretando  a  dieta
          individual. Fique em paz que aqui, ninguém está preocupado em julgar aquilo que você come ou
          falar  sobre  o  seu  corpo.  Você  será  responsável  em  comparar  aquilo  que  é  indicado  para  um
          adolescente  com  aquilo  que  você  costuma  consumir  e  propor  mudanças,  caso  você  considere
          necessário.
          O QUE ENCONTRAREMOS NO CAMINHO?
             Faremos uma experimentação para a identificação dos tipos de nutrientes presentes nos grupos
          alimentares, faremos um experimento que pode nos mostrar como calcular as calorias contidas no
          alimento,  vamos  identificar  como  acontece  a  permeabilidade  das  nossas  células  em  relação  aos
          nutrientes para, então, fazermos a análise alimentar. Dentre dessa discussão, faremos uma reflexão
          sobre o consumo dos alimentos industrializados ou in natura, além de pensar no desperdício.
             Esse último aspecto será o ponto de partida para começarmos o estudo que nos levará ao interior
          de São Paulo, buscando reconhecer as diferentes formas de produção dos gêneros alimentícios e
          da relação que as diferentes comunidades estabelecem com a alimentação. Vamos compreender
          como essas comunidades têm acesso ao que é de qualidade, se os preços dos alimentos são iguais
          para todos, se as condições de vida implicam na escolha alimentar e quais são as indicações do
          “Guia alimentar para a população brasileira”, que leva em consideração a culinária relacionada às
          culturas locais, aos costumes e tradições de cada região do nosso país.
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