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Ciências VOCÊ É AQUILO QUE O SEU ORGANISMO
FAZ COM O QUE VOCÊ COME!
PROFESSORA ANA VITIRITTI
Sejam todos muito bem-vindos a esta investigação científica
saborosa que faremos neste ano de 2026!
PARA COMEÇO DE CONVERSA…
No 7o ano, vocês estudaram a classificação dos seres vivos e
conheceram as características que todos os seres têm em comum para
serem chamados de vivos. Todos nós sabemos que para ser um ser
vivo, precisam apresentar uma estrutura básica: a célula - exceto
aquele grupo que foge à regra e é denominado vírus. Nós também já
sabemos que, de diferentes maneiras, as células se organizam
compondo o corpo do ser vivo, organizando uma cabeça ou não, um
sistema nervoso ou sensorial, pernas, pés ou folhas, por exemplo. Cada
grupo de seres vivos, à sua maneira, é capaz de interagir entre si, de
reagir aos estímulos do meio ambiente e é capaz de se reproduzir
passando para seus descendentes o seu material genético, o tão
famoso DNA. Para que os seres se mantenham vivos é fundamental
que estes consigam obter matéria e energia para o bom funcionamento
do metabolismo.
E será que os seres humanos são diferentes? Será que, mesmo com toda a
nossa inteligência e capacidade tecnológica, também estamos reduzidos a essa
característica tão primária e fundamental que é a da necessidade de obtenção
de matéria e energia, como os outros seres vivos? Será que a nossa existência
poderia ser resumida na busca constante por alimento, como uma simples
ameba que engloba partículas ou uma planta que busca o Sol?
Pois bem, somos vivos e nosso corpo vive em função da busca constante por matéria. Você já
deve ter ouvido falar, em uma crença popular, que “saco vazio não pára em pé”. Já deve ter
aprendido que um ser humano, em média, consegue suportar três minutos sem gás oxigênio, três
dias sem água e até três meses sem alimento, componentes todos fundamentais para trazer ao
corpo a matéria, que será necessária para a conversão em energia e, portanto, somos sim
buscadores de energia.
E como será que isso acontece no seu corpo? Será que apenas comer um chocolate já é o
suficiente para conseguir adquirir todos os nutrientes necessários para gerar energia para mover a
sua vida? Para respondermos a essa pergunta, vamos começar o ano interpretando a dieta
individual. Fique em paz que aqui, ninguém está preocupado em julgar aquilo que você come ou
falar sobre o seu corpo. Você será responsável em comparar aquilo que é indicado para um
adolescente com aquilo que você costuma consumir e propor mudanças, caso você considere
necessário.
O QUE ENCONTRAREMOS NO CAMINHO?
Faremos uma experimentação para a identificação dos tipos de nutrientes presentes nos grupos
alimentares, faremos um experimento que pode nos mostrar como calcular as calorias contidas no
alimento, vamos identificar como acontece a permeabilidade das nossas células em relação aos
nutrientes para, então, fazermos a análise alimentar. Dentre dessa discussão, faremos uma reflexão
sobre o consumo dos alimentos industrializados ou in natura, além de pensar no desperdício.
Esse último aspecto será o ponto de partida para começarmos o estudo que nos levará ao interior
de São Paulo, buscando reconhecer as diferentes formas de produção dos gêneros alimentícios e
da relação que as diferentes comunidades estabelecem com a alimentação. Vamos compreender
como essas comunidades têm acesso ao que é de qualidade, se os preços dos alimentos são iguais
para todos, se as condições de vida implicam na escolha alimentar e quais são as indicações do
“Guia alimentar para a população brasileira”, que leva em consideração a culinária relacionada às
culturas locais, aos costumes e tradições de cada região do nosso país.
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